quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Prepare-se para o recrutamento 2.0


Grandes empresas criam o ambiente de trabalho nas redes sociais e incorporam essas mídias na seleção de trainees

iG São Paulo | 03/02/2011 05:30

Cada vez mais a internet faz parte do processo de escolha dos trainees e estagiários. Anúncio de vagas, envio de inscrições e currículos, testes e entrevistas online, tudo isso parece ter ficado no passado diante do recrutamento 2.0. Empresas com os processos de seleção mais concorridos do Brasil investem em ferramentas de redes sociais para escolher seus futuros profissionais. Entre elas se destacam a cervejaria Ambev, a Unilever e o Itaú Unibanco. Entre essas mais inovadoras está o Banco Santander, que até retirou o nome trainee do programa e passou a recrutar seus recém formados durante todo o ano. Para concorrer a uma vaga o candidato tem que participar da plataforma de relacionamento chamada Caminhos & Escolhas. Trata-se de uma rede social voltada para oferecer uma orientação profissional, com oficinas virtuais que simulam o ambiente de trabalho nas áreas do banco. Também é possível participar de chats e comunidades como a 'Qual é o seu TCC?'. O iG Estágio e Trainee visitou esse ambiente virtual de seleção e revela o que você vai encontrar neste portal de seleção do Santander.
Tem que participar – Quanto mais o estudante ou recém formado interagir, mais acumula pontos para ganhar um prêmio, que pode ser a visita a uma agência, ou tomar café da manhã com algum executivo do banco. A grande premiação no entanto é a chance de através desse contato conseguir sua contratação. “Verificamos se há vagas nos departamentos. Se gostamos de algum usuário, ele será convidado para fazer os testes finais e pode ser contratado”, diz .
Substituição de modelo – Segundo ela, a ideia do espaço online é substituir o programa de trainee tradicional, cujo recrutamento era feito pelo Santander até 2009, como a maioria das empresas faz. “Esse modelo era complicado para nós e para os candidatos, pois os jovens participavam de vários processos seletivos (em outras empresas) ao mesmo tempo, as datas podem coincidir, e tinham escolher, por exemplo, qual dinâmica deveriam comparecer. ”Com esse projeto, as vagas passam a ser pontuais, sem um programa específico.
O Santander, o quarto banco mais lucrativo do país, contrata em média 30 trainees por ano, que serão selecionados com base nessa plataforma 2.0. A rede também tem cerca de 1,6 mil estagiários nas áreas administrativa e comercial, com a média de efetivação de 70%. Para repor essas vagas, conforme os estagiários são efetivados ou concluem seu período, o banco faz cerca de 150 contratações por mês.
Outras empresas – Um processo similar ao do Santander já foi adotado pela cervejaria Ambev, que concentra as informações e interações de ex-trainees com os candidatos em um hotsite específico para a seleção. Na Unilever, as redes sociais são utilizadas como tarefas a serem desenvolvidas pelos candidatos, como a criação de um blog onde o recém formado deve colocar, por exemplo, “sua visão de mundo”. O Itaú Unibanco, que contrata cerca de 100 trainees por ano, utilizou as ferramentas da internet para divulgar como é o trabalho em uma instituição financeira e incentivar a participação de estudantes de todas as carreiras nos processos de seleção. 
Saiba o que tem dentro do Programa Caminhos & Escolhas do Santander:

Artigos sobre os seguintes assuntos: carreira, comportamento, geração Y, sustentabilidade e mercado de trabalho.
Chats e histórico de chats realizados: Sidnei de Oliveira (expert em conflitos de gerações, geração Y e desenvolvimento de novos talentos e redes sociais), Sofia Esteves (presidente da Cia de Talentos) e Zoe Fitzgerald (consultora da área de educação do Santander).
Fórum, onde o usuário escreve sobre um tema e ele é discutido por funcionários do banco ou outros frequentadores.
Entrevistas em forma de perguntas e respostas com funcionários e ex-estagiários do banco.
Testes de comportamento.
Comunidades, reunindo temas de interesse dos candidatos como Carreiras internacionais, E depois da faculdade?, Escolhendo uma empresa para trabalhar, Futuro?!!!, Meu TCC, Meus planos e minha família, Minha primeira experiência de estágio eSer empreendedor.
Microblog, igual ao Twitter mas reservado a membros dessa rede social.
Histórico, que traz as últimas ferramentas utilizadas pelo usuário.
Perfil do usuário, em que o candidato pode também enviar e manter seu currículo atualizado.
 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Diploma de MBA garante salário até 40% maior no mercado de trabalho

Fonte: r7.com.br
Profissionais que fizeram MBA recebem salário até 40% maior do que quem sequer obteve diploma universitário, segundo uma pesquisa da Catho Online, consultoria de recrutamento de trabalhadores.
No caso de cargos de direção de empresas, funcionários com nível de formação em MBA recebem salário de R$ 18.693, em média, enquanto a remuneração de quem fez apenas o ensino médio alcança R$ 13.432, uma diferença de 39,16%.
Ter diploma universitário garante remuneração um pouco maior: R$ 14.641. Mesmo assim, a diferença em relação a quem não tem o nível "master" de formação é maior que 20%.
A diferença é ainda maior quando comparam-se profissionais de alta especialização com aqueles que não têm diploma universitário. Quem fez mestrado ou doutorado recebe, em média, 119,86% mais do que os que não são graduados.
Hierarquia
A pesquisa mostra também que quanto mais alto o cargo, maior é a probabilidade de ser ocupado por um profissional que tenha continuado estudando após concluir sua graduação: 76,5% dos diretores entrevistados têm ao menos especialização; entre os gerentes, são 65%. No caso dos coordenadores ou supervisores, o número baixa para 44,2%.
O grau de escolaridade tem impacto maior, quanto mais baixa for a posição do trabalhador dentro da hierarquia. Entre os gerentes, a diferença é de 53,49%; no caso de cargos de coordenação ou supervisão, alcança os 84,55%. Ou seja: um supervisor que fez um bom curso depois que terminou a universidade pode ganhar quase o dobro de seu colega que exerce o mesmo cargo.
O levantamento foi realizado em setembro de 2010, com mais de 167 mil funcionários de 20 mil empresas em 3.484 cidades do Brasil.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Que currículo que nada, o lance é conseguir emprego via redes sociais!


Currículo é ‘péssima ferramenta’ para chegar à entrevista

19 de janeiro de 2011 | 18h10
Sílvio Guedes Crespo
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Candidato a emprego vende balas e entrega currículo em semáforo de Santo André (SP), em foto de 2009 (Tiago Queiroz/AE)
Enviar currículos para empresas virou “coisa do passado”, na opinião do consultor canadense Chris Pires, especialista na área de tecnologia da informação.
Em entrevista ao jornal britânico “Financial Times”, ele disse que o CV pode ser útil quando o candidato a uma vaga já está diante do entrevistador, mas é uma “péssima ferramenta” para chegar à entrevista.
“Aproximadamente 80% das vagas nunca são anunciadas porque já são preenchidas no boca a boca”, afirma. “Com ferramentas de mídias sociais como o LinkedIn, em que as pessoas podem facilmente encontrar executivos que buscam profissionais [...], currículos são definitivamente uma coisa do passado.”
Ele recomenda que as pessoas procurem emprego por meio de suas redes de contatos. Pires disse que ele próprio passou meses enviando currículos sem nunca obter uma resposta sequer, e resolveu mudar de tática: produzir um plano de carreira.
“Parei de enviar currículos. Em vez disso, comecei a fazer entrevistas com profissionais que tinham o poder de me contratar”, contou Pires. Numa dessas entrevistas, ele foi indicado a um profissional de outra empresa e obteve o emprego. “Fiquei fascinado com como uma mudança na abordagem permitiu-me desbancar pessoas que estavam mais qualificadas no papel”, afirmou.
“Se eu quero um emprego na Microsoft, tenho duas opções:
- submeter meu currículo ao departamento de Recursos Humanos e esperar que em algum momento ele magicamente caia na escrivaninha do profissional com quem eu precise falar
- ou encontrar esse profissional em uma rede social, descobrir quais são as necessidades dele, construir uma relação com ele e, então, quando um emprego surgir, eu já estou na fila.”

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Aprenda em 12 dicas como enrolar o seu chefe

Artigo transcrito do TERRA , de STÉFANIE PRIVADO.
Calma, calma. Esta matéria não é para deixar os chefes zangados e nem para instruir maus funcionários a manterem seus empregos enganando de forma dissimulada e aética a sua chefia. As próximas linhas são sobre o trabalho de observação (bem humorada) de João José da Costa, autor do livro 'Como enrolar seu chefe e progredir na empresa', editora Matrix.
Depois de trabalhar por anos como executivo de RH em grandes empresas, Costa afirma que nem sempre os funcionários mais dedicados e preparados para promoções são os que efetivamente crescem profissionalmente. Afinal, quem nunca passou pela situação de ver aquela pessoa "puxa-saco" e "boa de papo" ocupar a vaga que seria merecida por você, que se esforça para alcançar metas e ajuda os colegas para que a equipe renda o seu melhor?
Aliando o bom trabalho com técnicas de marketing pessoal e um pouco de lábia, ensinamos com 12 dicas, maneiras de aumentar a visibilidade do seu trabalho, e assim, suas chances de progredir na companhia. Tudo bem, algumas dicas são mais sobre como disfarçar algumas "folgas" e como enrolar bem, mas de acordo com Costa "ser enrolador não significa falta de competência e talento profissional, ao contrário. Quando alguém é talentoso, criativo, com iniciativa e decide enrolar, ele dá exemplos extraordinários de como isso pode ser feito com absoluto sucesso e segurança". Confira na galeria algumas técnicas indicadas pelo autor e boa sorte!
1) Jamais recuse um convite para um cafezinho:
Esta é a forma mais fácil de se atualizar com informações, de interagir com os demais colegas de trabalho e superiores, saber dos problemas pessoais de cada um, conhecer a opinião dos funcionários sobre os chefes e a sobre a companhia. Por que saber disto tudo? Qual executivo vai lembrar, para uma promoção importante, de um funcionário com o qual ele não se relaciona e nem sequer conhece?
2) Pendure-se no telefone:
O telefone é um recurso que pode ajudar a enrolar por muito mais tempo do que o do cafezinho. Se você tomar algumas precauções, muito dificilmente o seu chefe vai desconfiar que aquelas intermináveis ligações eram para combinar o churrasco do fim de semana ou um programa com a namorada. Mas não se esqueça de manter sempre uma caneta entre os dedos e um bloco de anotações para caso o seu chefe entre na sala de repente. Outro motivo para usar muito o telefone é pelo impacto que a ação causa, pois seu chefe vai avaliá-lo como dedicado, diligente e prático, que não poupa esforços para tratar dos interesses da empresa. Mais do que quem simplesmente fica em frente ao computador o dia todo.
3) Participe de todos os cursos e seminários que puder:
Nunca deixe de participar de cursos e seminários, de preferência externos. Mesmo que o curso não esteja diretamente relacionado ao seu cargo, você tem a argumentação de que gostaria de conhecer melhor as outras áreas da empresa para poder desempenhar as suas funções de maneira mais eficiente. Muito provavelmente, a sua proposta de participação será avaliada como positiva e a sua ausência no trabalho será compreendida e valorizada.
4) Programe o máximo de compromissos externos:
Uma enrolada muito usual e de grande utilidade para escapar por algumas horas da carga de trabalho é de marcar um compromisso externo para tratar de um assunto que, por telefone, não levaria mais do que quinze minutos. As oportunidades são muitas e surgem a toda hora. A melhor parte de reuniões externas é que ninguém precisa saber o quanto duraram e esta é a chance de você aproveitar "brechas" no tempo para fazer outras coisas.
5) Capitalize as ausências por motivos particulares a seu favor: 
Nenhuma empresa trata falta ao serviço com benevolência, e todas marcam sob pressão nesse aspecto de disciplina de seus funcionários. Poucos chefes vão perceber se você está enrolando ou não no trabalho, mas todos vão notar a sua ausência. Se a ausência for por motivos médicos, marque a consulta após o horário do almoço e diga que uma importante reunião com um consultor foi antecipada, assim, você poderá resolver seus problemas com mais tranquilidade e o melhor, sem se "queimar" com o seu chefe.
6) Seja um marqueteiro:
Uma das principais características que distingue muito bem o enrolador de classe dos que optam pelo trabalho é o espírito de self marketing, ou seja, do famoso marqueteiro. O enrolador de classe que possui essas características, para não falar virtude, triplica tudo o que faz e dá notoriedade para o seu trabalho, mesmo este não sendo excepcional. Aqui cabe a lógica da propaganda, que vende mais do que realmente é.
7) Seja um assíduo "micreiro" e esteja sempre conectado:
Para os enroladores, o computador é um prato cheio, pois o chefe moderno quer ver seus funcionários olhando para uma tela, concentrados, e dificilmente vai saber se você está enrolando ou de fato trabalhando. Mas tenha sempre o cuidado de manter aquela planilha ou relatório abertos, assim você pode recuperá-lo e esconder o site de fofocas, a tabela do campeonato brasileiro de futebol, a eliminação do reality show...
8) Seja bajulador:
Se quiser chegar ao status de homem de confiança da direção da empresa, não poupe esforços, como aceitar ordens de serviços particulares, estar sempre bem-disposto para a realização de qualquer trabalho, permanecer na empresa por mais tempo que a carga horário normal e trabalhar aos finais de semana. Agindo dessa forma, além de ganhar a simpatia do seu chefe, dificilmente alguém notará enrolações ou falhas, que serão tidas como pequenas, diante de toda a sua proatividade.
9) Ande sempre apressado e com documentos nas mãos:
Funcionários com documentos nas mãos parecem pessoas ocupadíssimas que se dirigem para reuniões importantes. As pessoas notam o comportamento das outras nas empresas e esta é a melhor maneira de fazer com que elas acreditem que você trabalha muito e se dedica incondicionalmente à empresa.
10) Organize a sua mesa de trabalho com uma bagunça bem planejada e impactante:
Quando sua mesa está bagunçada, dá a impressão para todos que você está trabalhando duramente. Capriche nas pilas enormes e documentos em torno de seu espaço de trabalho. Deixe manuais de normas e procedimentos abertos e alguns livros no chão, demonstrando que você está sempre procurando fatos e dados para apresentar trabalhos precisos e confiáveis.
11) Administre seu horário de trabalho:
Procure saber toda a programação dele para a semana, como as saídas que dará, as longas reuniões de que participará, as viagens para o exterior. Uma regra básica é você encaixar suas faltas e atrasos exatamente nessas brechas abertas na agenda de seu chefe. Se o seu chefe se fizer presente o dia todo, além de chegar antes do horário, deixe o escritório depois dele e, da mesma forma, faça com ele perceba isso. Como? Arranje um assunto para mandar um e-mail de última hora, assim, ficará registrado o horário tardio de sua saída.
12) Desenvolva um vocabulário rico e influente:
Nenhum enrolador de classe chegará longe se não souber se expressar bem, portanto, cultive um vocabulário rico e incomum, que marque a sua personalidade. Crie termos próprios, acrescente palavras da língua inglesa em suas comunicações. Ainda que você consiga ir longe profissionalmente, só na base da enrolação, esse esforço (falar bem) você terá que fazer.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Tráfico conta com estrutura empresarial


Organização da venda de drogas no Rio conta com 14 diferentes cargos.

Para administrar os milhões de reais que o tráfico de drogas movimenta a cada mês no Rio de Janeiro, os criminosos tentam se estruturar como uma empresa. As quadrilhas possuem uma hierarquia de cargos, com possibilidade de ascensão. Os "funcionários" trabalham sob regime de plantão. E, para obter mais lucro em seus negócios, costumam adicionar substâncias aos entorpecentes. 
Os traficantes, no entanto, não vendem só drogas e diversificam cada vez mais suas atividades, explorando serviços como gatonet (TV a cabo clandestina) e distribuição de gás, além de abrir empresas.
A organização, no entanto, ainda é  muito rudimentar. Um exemplo disso são as anotações sobre a movimentação financeira, que normalmente são feitas à mão em cadernos ou blocos. Sem falar no fato de enterrarem parte do dinheiro.
Na estrutura hierárquica das quadrilhas há a participação de 14 diferentes agentes, dos quais oito têm ação direta, três têm cargos auxiliares e outros três são peças importantes, mas não encontradas em todas as favelas.
O primeiro na hierarquia do tráfico é o "dono" do morro. São os homens que dão as ordens nas favelas sob seu controle. A maior parte está presa, como Marcinho VP, Fernandinho Beira-Mar, entre outros, que administram os seus negócios de dentro da cadeia.
Logo abaixo, estão os "gerentes-gerais", também chamados de "frentes", que são homens de confiança dos ‘donos’, como FB (Fabiano Atanázio da Silva), na Vila Cruzeiro, e Pezão (Luciano Martiniano da Silva), no Alemão. Eles são os responsáveis pelos negócios na favela, a quem os outros gerentes são subordinados. Nenhum crime, como roubos e assassinatos, é praticado pelos criminosos sem autorização do frente.
Em seguida, estão os "gerentes de boca de fumo", como são conhecidos os pontos de venda de drogas. Além deles, há o gerente responsável pela venda de cada tipo de droga, como o gerente do crack e da cocaína. Todos os ‘funcionários’ da boca prestam contas a ele.
O cargo mais cobiçado pelos mais jovens é o de "vapor", o que vende a droga diretamente para o usuário. Segundo agentes ouvidos pelo R7, o cargo é muito procurado porque, a partir dele, os criminosos passam a receber por comissão, de acordo com a venda. Além disso, quem se destaca tem grande chance de chegar ao cargo de gerente.
Os que cobiçam o cargo de ‘vapor’ são os "soldados", responsáveis pela segurança da favela, e os "olheiros", que têm função de vigilância. Também conhecidos como 'fogueteiros' ou 'radinhos', por usarem morteiros e rádios de comunicação, eles precisam avisar sobre a chegada da polícia ou de traficantes rivais.
Aqueles que têm mais tempo trabalhando para o tráfico, mas que não conseguiram ser ‘promovidos’, geralmente atuam na "endolação", que consiste em embalar as drogas para a venda. Para os traficantes, os mais velhos são escolhidos porque não têm mais condições físicas de correr da polícia.
Outra figura importante é o "armeiro", que tem conhecimento técnico sobre armas e é o responsável pela manutenção de fuzis, metralhadoras e pistolas. Na maioria das vezes, ex-militares são recrutados para esta função.
Cargos auxiliares
Nas funções auxiliares estão as figuras do"fiel" (trabalha eventualmente para o tráfico, basicamente com a função de esconder armas e drogas em casa, por não ter ligação direta com o negócio, podem ser acionados a qualquer momento), "portador" (cargo normalmente ocupado por mulheres, que, na condição de visitantes de presos, transmitem informações entre quem está na cadeia e quem está na favela) e as "tias", mulheres mais velhas, em sua maioria parentes de presos, que escondem o dinheiro da quadrilha.
Os outros cargos relacionados são os de "matuto" (responsável por abastecer com grandes quantidades de armas e drogas as favelas cariocas, geralmente pegam o material na fronteira com o Paraguai e levam até o Rio),"químico" (presente em poucas favelas, somente naquelas em que há refinarias de cocaína, onde ele transforma a pasta base em cocaína em pó pronta para a venda) e "açougueiro" (especialista em corte de carne, esquarteja os corpos de desafetos mortos pelo tráfico, que são jogados em rios, aos porcos ou queimados, presente em poucas comunidades).
A remuneração dos "funcionários" do tráfico é feita de acordo com o faturamento das bocas de fumo. Um gerente, por exemplo, pode faturar de R$ 1.000 a R$ 6.000 mensais. O salário mais baixo de um soldado (segurança) gira em torno de R$ 600. Já entre os vapores, os ganhos variam de R$ 300 a R$ 400.
Investigações feitas pela polícia revelaram no início deste ano que, no morro de São Carlos, no Estácio, um efetivo de 324 'funcionários' gerava uma despesa de R$ 51 mil por semana. Somente na localidade do Querosene, 57 traficantes ganhavam R$ 120 cada, e seis ‘chefes de plantão’ recebiam R$ 300 semanais. Outros chefes de plantão chegavam a receber R$ 1.500.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Currículo x Q. I.

Dias atrás estive em Santa Catarina, na UNC, em Porto União.Ao terminar minha palestra no auditório da Universidade, um jovem estudante se aproximou e me perguntou:
"Professor, o Sr. falou que é importante ter uma boa formação, estudar muito e estar preparado para o mercado de trabalho,etc...mas na hora "H" , lá fora , no mundo real, isso realmente faz diferença ou vale mais a indicação de alguém influente para conseguir um emprego?"
Olha, essa resposta é simples.
Tem que ter as duas coisas, capacitação e Q.I (Quem Indica)!
Se voce for fraquinho mesmo com uma indicação , provavelmente não vai durar muito no trabalho...afinal, as empresas precisam de colaboradores com talento.
Realmente a uma grande chance de se conseguir uma vaga se tiver um pistolão , e isso não é só aqui no Brasil.No mundo todo, as indicações são responsáveis por grande parte das contratações no mercado.
Vai daí, a necessidade do network, e do aprimoramento do seu relacionamento inter pessoal.
Mas não desanime! Estudar cada vez mais, "turbina" seu currículo.
Uma grande rede de contatos aliada a constante atualização e capacitação profissional, garantem o sucesso no mercado de trabalho.
Um abraço!

Prof. Antonio

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cadastro positivo

Olha só pessoal , dentro em breve se o Lula sancionar, teremos o Cadastro Positivo de Clientes. Um banco de dados com informações sobre os bons pagadores do Brasil, pessoal que não atrasam carnês, pagam suas contas em dia.
Esse cadastro poderá ser utilizado pelas empresas para praticar políticas diferenciadas de pagamento e crédito.Por exemplo, para um cliente cadastrado no Cadastro Positivo, uma empresa pode vender com uma taxa de juros bem menor , pois não há risco de levar um calote.
A idéia é premiar a bom pagador e incentivar esse comportamento no consumidor, com vistas a estes benefícios.
É claro o projeto já gera muita polêmica, de um lado logistas e indústria que apoiam, de outro , orgãos de defesa do consumidor que entendem que desta forma existe uma divisão, claramente discriminatória no universo dos consumidores.
Agora é só esperar para ver quem ganha essa parada...aliás,o que será que o Lula acha disso?
Abraços!

prof. Antonio